Em tons de vermelho
Enquanto eu imaginava um novo texto sobre amores perdidos, olhei o relógio, 06h03. Abri a janela pra ver como estava o tempo. Lindo, eu diria. Ruas vazias em tons de vermelho, iluminadas somente pela lâmpada já gasta do poste de luz; sem barulhos, a não ser os galos já cantando; senti o calor do verão porém a brisa fria da manhã; o sol despontando no horizonte e ofuscando o vasto brilho do poste de luz. Me veio um pensamento: "Como queria eu, sorrir com tanta felicidade, tal qual ofuscasse o brilho do sol". Sorri. Não ofuscou nem mesmo a luz que iluminava a rua; apenas fez ela parecer mais forte do que realmente era.
Fechei a janela. Procurei no quarto motivos para um sorriso que no mínimo, ofuscasse a luz do abajur que me acompanha nas leituras de Stephen King. Encontrei uma caneca vazia, com vestígios de leite e pensei "se fosse café, talvez eu sorriria"; nas paredes só haviam fotos antigas, de amizades que se foram para o bem, ou que deixaram saudades. Nada me fez sorrir.
O resto do meu quarto estava uma completa bagunça, como eu, com lembranças de pessoas que passaram por mim e eu nem percebi, e lembranças guardadas num canto -ainda perfumadas- de pessoas que eu não quero que passem.
Sorri.
Ofuscou até a luz do sol que agora já estava iluminando quase toda a rua, não mais com seus tons de vermelho, mas dando lugar a todas as outras cores. Os pássaros cantavam e de longe já se escutava os barulhos dos automóveis trafegando, indo para onde ninguém sabe. Então, talvez, tudo pareceu mais claro e mais bonito. Pra quê escrever sobre mais um amor perdido se todos os dias as ruas ganham o brilho do sol? Invés de chorar mais um falso amor, eu deveria sorrir e não ofuscar a luz, mas brilhar junto com o sol e iluminar o dia, pra perceber que nenhuma lágrima derramada por amor compra o canto dos pássaros pela manhã.
Fechei a janela. Procurei no quarto motivos para um sorriso que no mínimo, ofuscasse a luz do abajur que me acompanha nas leituras de Stephen King. Encontrei uma caneca vazia, com vestígios de leite e pensei "se fosse café, talvez eu sorriria"; nas paredes só haviam fotos antigas, de amizades que se foram para o bem, ou que deixaram saudades. Nada me fez sorrir.
O resto do meu quarto estava uma completa bagunça, como eu, com lembranças de pessoas que passaram por mim e eu nem percebi, e lembranças guardadas num canto -ainda perfumadas- de pessoas que eu não quero que passem.
Sorri.
Ofuscou até a luz do sol que agora já estava iluminando quase toda a rua, não mais com seus tons de vermelho, mas dando lugar a todas as outras cores. Os pássaros cantavam e de longe já se escutava os barulhos dos automóveis trafegando, indo para onde ninguém sabe. Então, talvez, tudo pareceu mais claro e mais bonito. Pra quê escrever sobre mais um amor perdido se todos os dias as ruas ganham o brilho do sol? Invés de chorar mais um falso amor, eu deveria sorrir e não ofuscar a luz, mas brilhar junto com o sol e iluminar o dia, pra perceber que nenhuma lágrima derramada por amor compra o canto dos pássaros pela manhã.
Achei sensacional. Não há nada como amanhecer-se à cada amanhecer...
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