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Mostrando postagens de janeiro, 2015

Meu presente

Eu quero o tempo todo fugir do meu passado. A verdade é que eu negaria mesmo todo o meu passado por você. Tudo aqui dentro se faz em pedacinhos, ao ver seus olhos tristes quando pensa em mim com outro alguém. E sei bem, mais que ninguém, como é se sentir assim... Não posso negar, meu bem, que pensei ter me apaixonado algumas vezes antes de você. E doeu. Porque ninguém nunca me tratou bem assim como você, nem metade! Quem é que se apaixona por sofrer, amor? Era apego. Apego porque passei a vida toda procurando você, meu bem. Já te disse isso, mas digo quantas vezes forem necessárias: quando minha boca encontrou a sua, naquele oito de janeiro, eu soube que era você quem eu procurava todo o tempo. E se eu soubesse que seria tão fácil de perceber, nunca teria me enganado achando que era paixão, onde não era. Vejo também seus olhos mais tristes que nunca, quando pensam que outros já tocaram em mim. Te digo novamente: todos aqueles dias, fui ingênua e violada, nunca senti algo bom até voc...

Combustível

Angústia. Angústia é o que eu sinto quando você vai embora. Parece que meu coração vai embora com você e fica só um vazio que me corrói toda. Clichê. Mas como falar de amor sem usar os clichês? Parece que um pedaço de mim se vai mesmo com você. Essa é uma coisa importante sobre os clichês: eles são a realidade mais pura e óbvia. Então sim, você tem meu coração e leva com você sempre que tem que ir embora. Foi assim que eu descobri, sabia? Que não se ama pelo coração,e nem se deixa de amar sem ele. Já ouvi dizerem que o cérebro sempre avisa o coração para não se apaixonar e que, se nós o escutássemos, não nos apaixonaríamos. Bom, meu bem, eu mesma te amo até sem coração. Meu cérebro me diz para te amar. Te amo com cada pedacinho meu. E te amo mais com o coração, aí pertinho de você. Enfim, é claro que te amo sem precisar do meu coração aqui. Te amaria até sem vida. Mas esse vazio fica, amor... É um medo que me consome toda. O medo de um dia nossa distância não ser só entre duas cidad...

Feliz ano novo

Sempre tive medo de jogar o ano todo no lixo. Já me peguei em crise com medo de não aproveitar nada a vida toda. Então, me vi procrastinando aquele momento de ficar quietinha e pensar em como foi o ano e nos meus planos para o próximo. Uma onda de alívio veio quando eu percebi que, mesmo que meus planos não tivessem sido cumpridos, aprendizados tão singulares me foram concedidos que, com certeza, o ano foi muito bem aproveitado. Por via das dúvidas, eu pensei nos últimos 5 anos, e não perdi nenhum deles. Me enxergo hoje como talvez não a pessoa que eu queria ser, mas uma pessoa que eu, inteiramente, amo ser. É como aquela velha história de que se melhorar, estraga. Eu podia estar mais magra; comer melhor; ter ido para a faculdade ou ter concretizado qualquer plano bobo que fiz nesses últimos anos, mas por não ter feito nada disso, é que hoje completamente realizada e feliz. A felicidade é mesmo só questão de ser, e por mais que eu queira ser sempre muito organizada, as coisas podem n...