Chama. Me chama

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Foi como a chama de uma vela que se apagou com o leve sopro do vento, e ficou assim, apagada, por poucos segundos até que a calmaria tomou conta do lugar e a chama reapareceu sozinha, exatamente como antes, como se a rajada de vento nunca tivesse existido.
Poucos segundos que pareceram horas, dias, que deram espaço para tantos sorrisos e sentimentos, que penso nunca haver me aborrecido tanto com uma calmaria. Eu que por vezes pedi por ela, não sabia que viria para reacender a chama que com tanto suor apaguei.
E com a chama vem o medo. Volta. E os pensamentos em minha cabeça transbordam como água, esses que parecem que pegam meu corpo todo e comprimem, até não existir mais nada. Aquela angústia durante o medo, durante o simples ato de pensar, se limita em uma só palavra: dor.
Como uma coisa dita tão bonita pode causar tanta dor? Não é o certo.
Procuro os sorrisos que ofuscam a luz do sol, as borboletas que parecem estar por todos os cantos do estômago, os olhos que parecem brilhar mais que as estrelas e os pensamentos que parecem leves como brisas. Porém só encontro dor, angústia, mágoa, receio. Tudo isso que encontrei em você, apenas procurando sorrisos.
Em momento algum culpei-te pelo que sinto, acho que acredito em acaso. Tal qual reacendeu a chama; ou talvez eu só esteja torcendo para que outro acaso traga uma tempestade, e que ela apague de vez a chama que eu mesma não tenho mais forças para apagar.

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