Entre o sol e o mar
Passei meses sentada e olhando o mar, vidrada e determinada a entender tudo o que acontecia com ele. O porquê das ondas, das marés, das águas salgadas, da cor azul... Mas o mar parecia não se importar com toda a minha curiosidade sobre ele. A cada dia que passava, eu descobria mais, e a vontade de entendê-lo completamente crescia como as espumas após as ondas. Espumas que flutuavam como meus pensamentos quando eu estava sozinha na beira da praia. Quanto mais eu passava a amar o mar, mais parecia que ele fugia de mim. Quando a maré baixava, eu me sentia tão distante do meu sonho, que meu corpo todo estremecia numa angústia sem tamanho; corria em direção ao mar, mas a maré só baixava mais, como se estivesse fugindo. Sentei, farta de correr e abri os braços o máximo que eu pude, como se quisesse abraçar todo o oceano, como se quisesse só pra mim... Parecia que ele só tinha ido para mais longe, e o pouco que eu consegui abraçar, já tinha escorrido por entre meus dedos. Talvez o mar rea...