Enquanto me tiver, te terei

Amor, faz tempo que não te escrevo. É que eu tava aqui passando pelas pedras de sempre, no caminho de sempre.
Não sei exatamente o que me fez enxergar uma luz no fim do túnel -ou um calçado para essas pedrinhas não machucarem tanto meus pés-, mas acho que finalmente enxerguei.
Todos esses anos, amor, te vi de muitas e muitas formas e fui toda você. Mas já percebeu que nunca fui sua forma mais bela? Passo todos os dias da minha vida comigo mesma e passarei, ainda, todos os próximos dias; estranho é ser um amor tão difícil de sentir. O próprio.
Penso, hoje, que a única forma de eu não ser mais tão vítima do meu próprio filme é, só mesmo, eu sendo meu par romântico. Só se eu te sentir muito por mim mesma, amor, que o mundo vai parar de desabar em qualquer chuva.
Chuvas molham e, às vezes, fazem estrago... Mas, meu bem, nada mais vai me prender a um quarto escuro se eu não depender de ninguém pra te ter comigo. Você é quem me fez e faz sempre sair por aí no sol.
Por que sempre fui tão você mas sempre precisei de outras pessoas para isso? Quero que você seja meu ao me olhar no espelho, quero não precisar de mais ninguém pra sorrir e sonhar, quero me sentir transbordando de mim mesma.
Quero, finalmente, ser a melhor versão de mim. Aquela que vai passar pelo seu maior medo: não te ter mais. Porque enquanto eu me tiver, te terei.

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