Buraco negro
Oi, Amor
Há pouco tempo descobri que sou eu quem explodo, talvez há muito tempo era eu quem explodia. Não sei se sempre foi da mesma forma, se sempre tive o mesmo peso, mas nessa última supernova eu criei um buraco negro. Esse buraco negro não é como um dos meus vazios. Os vazios me fazem ser eu, esse buraco me engole e me desintegra.
Te escrever a vida toda me fez acolher essa dor que você me trazia, com carinho. E no meio da confusão que foi não saber quem eu era, me reconhecer nessa nossa dor me trouxe uma segurança estranha. Um jeito particular de masoquismo, que bom que eu reconheço essa dor que vem um pouquinho fantasiada de tempos em tempos.
A supernova que eu fui não foi tão bonita quanto parecia que seria. O buraco que eu criei engoliu devagarinho algumas partes de mim e as digeriu até não parecerem mais com elas mesmas.
Você ainda vem com um toque especial aqui e ali mas, dessa vez, eu não sei como te receber. Nem como te mandar embora. Nem como respirar com seu cheiro por perto.
E aí percebo que essa carta se parece um pouco com as outras milhares que já te escrevi. Mas é que entendo tão pouco essa dor, que é difícil explicar como você me tira o ar diferente dessa vez.
A minha casa não caiu, Amor. De alguma forma eu aprendi a segurar as pontas. O que caiu foi um pouquinho de mim no buraco negro que eu criei quando explodi. E aí agora... sei lá. Não sei como é que dói.
Há pouco tempo descobri que sou eu quem explodo, talvez há muito tempo era eu quem explodia. Não sei se sempre foi da mesma forma, se sempre tive o mesmo peso, mas nessa última supernova eu criei um buraco negro. Esse buraco negro não é como um dos meus vazios. Os vazios me fazem ser eu, esse buraco me engole e me desintegra.
Te escrever a vida toda me fez acolher essa dor que você me trazia, com carinho. E no meio da confusão que foi não saber quem eu era, me reconhecer nessa nossa dor me trouxe uma segurança estranha. Um jeito particular de masoquismo, que bom que eu reconheço essa dor que vem um pouquinho fantasiada de tempos em tempos.
A supernova que eu fui não foi tão bonita quanto parecia que seria. O buraco que eu criei engoliu devagarinho algumas partes de mim e as digeriu até não parecerem mais com elas mesmas.
Você ainda vem com um toque especial aqui e ali mas, dessa vez, eu não sei como te receber. Nem como te mandar embora. Nem como respirar com seu cheiro por perto.
E aí percebo que essa carta se parece um pouco com as outras milhares que já te escrevi. Mas é que entendo tão pouco essa dor, que é difícil explicar como você me tira o ar diferente dessa vez.
A minha casa não caiu, Amor. De alguma forma eu aprendi a segurar as pontas. O que caiu foi um pouquinho de mim no buraco negro que eu criei quando explodi. E aí agora... sei lá. Não sei como é que dói.
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