Foi tão bom, que nem durou. Será que o tempo errou?
Eu amava quando você me fazia cócegas. E eu odeio que me façam cócegas.
A primeira vez que você fez, foi porque me viu chorar e não sabia mais como me animar, só queria me fazer sorrir. E fez. No auge daquela angústia de estar triste e ainda, sentindo as cócegas, eu ri. E vi nos seus olhos um amor muito bonito, que eu não tinha percebido em nenhum outro momento.
Sempre que você tinha a chance, você me fazia cócegas. E sempre que eu ria, eu via aquele mesmo amor nos seus olhos. Eu aceitei as cócegas, coisa que eu odeio, pra te ver me amar.
E eu aceitaria mil vezes.
Infelizmente, um dia desses você acertou seu relógio. E como num insight, você voltou pra Terra e passou a viver nas horas do resto do mundo. Você esqueceu de me levar junto e eu, que já tava me acostumando a contar as horas com seu relógio errado, fiquei perdida no tempo.
Amor, não é de hoje que te conto como eu me escondo quando te exploro. Eu deixo sua imensidão ser toda a beleza da galáxia que nós somos e fico ali, no cantinho, te admirando com toda a sua grandiosidade. Eu percebi que algo que se esconde não é algo possível de ser amado e, por isso, eu acabei explodindo. Cedo demais no tempo da Terra. E quando explodi, você admirou meu brilho, me fez cócegas e me amou. Achei que ali eu tinha aprendido a nunca mais deixar você brilhar sozinho, mas quando você decidiu acertar seu relógio, eu parei de brilhar.
Eu não tenho mais luz própria e você levou as suas estrelas pra Terra. Ficou tudo escuro aqui no nosso universo. Eu não sei mais que horas são aqui, nem aí. Nem sei se caí num dos seus buracos negros ou só não enxergo nada nessa escuridão. Mas quando você foi pra Terra, eu parei de brilhar, e agora não vejo mais onde tem chão pra eu pisar. Pra eu poder ir embora.
Eu explodi cedo demais e confiei que seu relógio marcava as horas de um infinito terrestre, aí tive a falsa segurança de que eu podia brilhar sem pressa. Enquanto eu brilhei, eu ganhei todo o amor do mundo e quanto mais você me amava, mais luz eu emitia. Eu queria que esse amor me fizesse brilhar o máximo que eu conseguisse, porque eu não tinha medo, eu tinha um infinito terrestre pra iluminar. E eu quis esse amor de qualquer forma que ele viesse.
Quando eu aceitei as cócegas, eu vi todo o sentido do meu mundo nos seus olhos. Mas pra aceitá-las, eu ignorei o fato de que eu sempre odiei a angústia delas. Eu aceitaria qualquer coisa pra ver aquele amor nos seus olhos de novo, mas talvez eu não devesse aceitar.
A primeira vez que você fez, foi porque me viu chorar e não sabia mais como me animar, só queria me fazer sorrir. E fez. No auge daquela angústia de estar triste e ainda, sentindo as cócegas, eu ri. E vi nos seus olhos um amor muito bonito, que eu não tinha percebido em nenhum outro momento.
Sempre que você tinha a chance, você me fazia cócegas. E sempre que eu ria, eu via aquele mesmo amor nos seus olhos. Eu aceitei as cócegas, coisa que eu odeio, pra te ver me amar.
E eu aceitaria mil vezes.
Infelizmente, um dia desses você acertou seu relógio. E como num insight, você voltou pra Terra e passou a viver nas horas do resto do mundo. Você esqueceu de me levar junto e eu, que já tava me acostumando a contar as horas com seu relógio errado, fiquei perdida no tempo.
Amor, não é de hoje que te conto como eu me escondo quando te exploro. Eu deixo sua imensidão ser toda a beleza da galáxia que nós somos e fico ali, no cantinho, te admirando com toda a sua grandiosidade. Eu percebi que algo que se esconde não é algo possível de ser amado e, por isso, eu acabei explodindo. Cedo demais no tempo da Terra. E quando explodi, você admirou meu brilho, me fez cócegas e me amou. Achei que ali eu tinha aprendido a nunca mais deixar você brilhar sozinho, mas quando você decidiu acertar seu relógio, eu parei de brilhar.
Eu não tenho mais luz própria e você levou as suas estrelas pra Terra. Ficou tudo escuro aqui no nosso universo. Eu não sei mais que horas são aqui, nem aí. Nem sei se caí num dos seus buracos negros ou só não enxergo nada nessa escuridão. Mas quando você foi pra Terra, eu parei de brilhar, e agora não vejo mais onde tem chão pra eu pisar. Pra eu poder ir embora.
Eu explodi cedo demais e confiei que seu relógio marcava as horas de um infinito terrestre, aí tive a falsa segurança de que eu podia brilhar sem pressa. Enquanto eu brilhei, eu ganhei todo o amor do mundo e quanto mais você me amava, mais luz eu emitia. Eu queria que esse amor me fizesse brilhar o máximo que eu conseguisse, porque eu não tinha medo, eu tinha um infinito terrestre pra iluminar. E eu quis esse amor de qualquer forma que ele viesse.
Quando eu aceitei as cócegas, eu vi todo o sentido do meu mundo nos seus olhos. Mas pra aceitá-las, eu ignorei o fato de que eu sempre odiei a angústia delas. Eu aceitaria qualquer coisa pra ver aquele amor nos seus olhos de novo, mas talvez eu não devesse aceitar.
Comentários
Postar um comentário