20/02/2019
Dói te escrever isso, mas incrivelmente, dói muito menos do que eu pensei. Eu escrevo porque escrever pra você é como escrever pra mim, da mesma forma que senti ontem, quando te perdi, que tinha perdido um pedaço de mim.
Te perdi no aniversário do meu irmão, dia em que eu celebro o maior amor da minha vida. Essa coincidência estranha também faz sentido quando por vezes, ultimamente, tento escrever algo triste pra você e não consigo. Ontem, quando te perdi, senti minha casa toda caindo e eu tinha certeza que eu teria que reconstruí-la de novo do zero. Senti dores em partes do corpo que eu achei que não existiam e tinha certeza que tinha desaprendido a respirar.
Eu tinha uma carta linda toda pronta na minha cabeça, só faltava te escrever. Eu tinha achado, finalmente, a metáfora perfeita e dessa vez, você era o ar. E tinha toda aquela coisa de me fazer respirar e das tempestades e de estar sempre lá mesmo quando eu não podia te ver. Ia ser uma carta muito bonita, mas você foi embora antes.
Ontem, quando te perdi, eu senti aquele cansaço só de pensar que eu teria que aprender de novo com a sua ida. Eu tô sempre cansada de aprender quando você vai embora e ter que ficar orgulhosa de mim o tempo todo invés de poder, finalmente, respirar de novo por mais tempo com você. Mas aí, quando a poeira baixou, eu lembrei que essa sou eu. Eu posso tratar em análise o quanto eu quiser, posso até melhorar e ser quem um dia eu quero ser, mas hoje, ontem e sempre, fui a Esther que é você. Sou parte desse universo todo que faz os olhos brilharem e dá medo. Vivo pelas alegrias que você me dá e nunca tenho coragem de desistir de você. Preciso aprender a dar mais valor pros seus rostos amigos, seus rostos família, seu rosto Esther. Principalmente seu rosto Esther. Mas ontem, quando eu te perdi, eu tinha certeza que dessa vez eu não aguentava mais a dor. Nem a dor de ser essa Esther, nem a dor de te perder de novo. E hoje, quando eu acordei, eu ainda era essa Esther e a minha casa tava um pouco quebrada por dentro, mas ainda tinha quatro paredes e um teto.
Quem me salvou quando você foi embora disse que nunca conheceu alguém tão apaixonada e tão aberta e feliz pra viver o amor. Amor, mesmo que eu tenha que ser essa Esther pra sempre e que eu tenha que viver essa constante dor, prometo que algo bom vai sair dessa nossa vida juntos. Essas cartas não conseguem ser mais tristes e minha casa não desmoronou dessa vez. Talvez isso queira dizer alguma coisa.
Eu tô tão cansada que juro que às vezes quero, pessoalmente, te matar. Mas isso seria me matar também e, infelizmente, eu não consigo. Viver sendo essa Esther dói há muitos anos e, às vezes, parece que eu não vou aguentar. Parece que eu não vou aguentar nem ser eu, nem olhar pra sua cara de novo. Mas eu tô presa nesse corpo e nessa vida, e o que eu sei fazer é amar. Sei, também, crescer quando você vai embora e, aparentemente, sei fazer as tempestades serem menos doloridas, mesmo quando eu acho que não.
Não sou feliz com você, nem comigo. Mas ontem, quando eu te perdi, a dor não me matou e nem você morreu junto. Quem sabe eu esteja realmente caminhando.
P.S.: Essa carta pode não ser triste, mas cada pedacinho de mim tem raiva de você agora. Eu só não sei como dizer. Porque não sei separar, em palavras, o que é você e o que sou eu. Mas aqui dentro, amor, o ódio é todo seu.
P.S.2: Era pra essa carta acabar com uma menção honrosa de Falamansa dizendo "Eu quero viver mais uns cem anos, pra reparar os danos, e um dia te encontrar por aí" porque eu quero viver o suficiente pra ser feliz, e não olhar pra mais da metade da minha vida e a ver desperdiçada em dor. E quando eu estiver feliz quero te encontrar de novo porque essa sou eu: nunca canso de você.
Te perdi no aniversário do meu irmão, dia em que eu celebro o maior amor da minha vida. Essa coincidência estranha também faz sentido quando por vezes, ultimamente, tento escrever algo triste pra você e não consigo. Ontem, quando te perdi, senti minha casa toda caindo e eu tinha certeza que eu teria que reconstruí-la de novo do zero. Senti dores em partes do corpo que eu achei que não existiam e tinha certeza que tinha desaprendido a respirar.
Eu tinha uma carta linda toda pronta na minha cabeça, só faltava te escrever. Eu tinha achado, finalmente, a metáfora perfeita e dessa vez, você era o ar. E tinha toda aquela coisa de me fazer respirar e das tempestades e de estar sempre lá mesmo quando eu não podia te ver. Ia ser uma carta muito bonita, mas você foi embora antes.
Ontem, quando te perdi, eu senti aquele cansaço só de pensar que eu teria que aprender de novo com a sua ida. Eu tô sempre cansada de aprender quando você vai embora e ter que ficar orgulhosa de mim o tempo todo invés de poder, finalmente, respirar de novo por mais tempo com você. Mas aí, quando a poeira baixou, eu lembrei que essa sou eu. Eu posso tratar em análise o quanto eu quiser, posso até melhorar e ser quem um dia eu quero ser, mas hoje, ontem e sempre, fui a Esther que é você. Sou parte desse universo todo que faz os olhos brilharem e dá medo. Vivo pelas alegrias que você me dá e nunca tenho coragem de desistir de você. Preciso aprender a dar mais valor pros seus rostos amigos, seus rostos família, seu rosto Esther. Principalmente seu rosto Esther. Mas ontem, quando eu te perdi, eu tinha certeza que dessa vez eu não aguentava mais a dor. Nem a dor de ser essa Esther, nem a dor de te perder de novo. E hoje, quando eu acordei, eu ainda era essa Esther e a minha casa tava um pouco quebrada por dentro, mas ainda tinha quatro paredes e um teto.
Quem me salvou quando você foi embora disse que nunca conheceu alguém tão apaixonada e tão aberta e feliz pra viver o amor. Amor, mesmo que eu tenha que ser essa Esther pra sempre e que eu tenha que viver essa constante dor, prometo que algo bom vai sair dessa nossa vida juntos. Essas cartas não conseguem ser mais tristes e minha casa não desmoronou dessa vez. Talvez isso queira dizer alguma coisa.
Eu tô tão cansada que juro que às vezes quero, pessoalmente, te matar. Mas isso seria me matar também e, infelizmente, eu não consigo. Viver sendo essa Esther dói há muitos anos e, às vezes, parece que eu não vou aguentar. Parece que eu não vou aguentar nem ser eu, nem olhar pra sua cara de novo. Mas eu tô presa nesse corpo e nessa vida, e o que eu sei fazer é amar. Sei, também, crescer quando você vai embora e, aparentemente, sei fazer as tempestades serem menos doloridas, mesmo quando eu acho que não.
Não sou feliz com você, nem comigo. Mas ontem, quando eu te perdi, a dor não me matou e nem você morreu junto. Quem sabe eu esteja realmente caminhando.
P.S.: Essa carta pode não ser triste, mas cada pedacinho de mim tem raiva de você agora. Eu só não sei como dizer. Porque não sei separar, em palavras, o que é você e o que sou eu. Mas aqui dentro, amor, o ódio é todo seu.
P.S.2: Era pra essa carta acabar com uma menção honrosa de Falamansa dizendo "Eu quero viver mais uns cem anos, pra reparar os danos, e um dia te encontrar por aí" porque eu quero viver o suficiente pra ser feliz, e não olhar pra mais da metade da minha vida e a ver desperdiçada em dor. E quando eu estiver feliz quero te encontrar de novo porque essa sou eu: nunca canso de você.
Comentários
Postar um comentário