Por mim não tem final
Um dia o passarinho nunca mais voltou.
É.. não sei o que dizer além disso.
Acho que eu aprendi com a forma de te olhar, que explicações não são sempre necessárias. E eu não as pedi. Minha janela continua aberta como quem espera que ele pouse novamente, mas aqui dentro eu tento fingir que tudo bem.
Te escrevi com a alegria do amor que vem da liberdade e, por mais que eu quisesse te ter aqui dentro, sabia que existiam chances de isso não acontecer. Li a carta anterior antes de te escrever essa e, pra falar a verdade, é a única coisa que eu li sobre nós dois desde que você voou. Todos os dias eu me cobro a chuva que devia cair pra limpar, eu sei que tenho que sentir sua partida pra um dia poder curar a sua falta, mas tenho medo da dor.
Eu vou aproveitando suas outras faces que, vez ou outra, batem na porta e finjo que foi felicidade suficiente os dias que vivi voando com você. Esses dias acabei numa tirinha que dizia que a vida é um universo, você caminha pela tristeza escura e, às vezes, topa com algumas estrelas - que são as alegrias. Queria que você fosse uma constelação. Mas foi a supernova mais linda que eu já vi.
Explodiu brilhante.
E morreu.
Por covardia, ainda não vai ser hoje que vou fazer chover. Só te escrevo pra dizer que sinto um resto de felicidade ao lembrar da gente. Foi bom me sentir viva e capaz de amar. Eu sigo com vontade de viver pra sentir essa paz novamente.
Obrigada por ter vindo. E tudo bem você ter ido embora.
Com o coração batendo como o surdo que você gosta,
Esther
É.. não sei o que dizer além disso.
Acho que eu aprendi com a forma de te olhar, que explicações não são sempre necessárias. E eu não as pedi. Minha janela continua aberta como quem espera que ele pouse novamente, mas aqui dentro eu tento fingir que tudo bem.
Te escrevi com a alegria do amor que vem da liberdade e, por mais que eu quisesse te ter aqui dentro, sabia que existiam chances de isso não acontecer. Li a carta anterior antes de te escrever essa e, pra falar a verdade, é a única coisa que eu li sobre nós dois desde que você voou. Todos os dias eu me cobro a chuva que devia cair pra limpar, eu sei que tenho que sentir sua partida pra um dia poder curar a sua falta, mas tenho medo da dor.
Eu vou aproveitando suas outras faces que, vez ou outra, batem na porta e finjo que foi felicidade suficiente os dias que vivi voando com você. Esses dias acabei numa tirinha que dizia que a vida é um universo, você caminha pela tristeza escura e, às vezes, topa com algumas estrelas - que são as alegrias. Queria que você fosse uma constelação. Mas foi a supernova mais linda que eu já vi.
Explodiu brilhante.
E morreu.
Por covardia, ainda não vai ser hoje que vou fazer chover. Só te escrevo pra dizer que sinto um resto de felicidade ao lembrar da gente. Foi bom me sentir viva e capaz de amar. Eu sigo com vontade de viver pra sentir essa paz novamente.
Obrigada por ter vindo. E tudo bem você ter ido embora.
Com o coração batendo como o surdo que você gosta,
Esther
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