Como uma supernova
Oi, amor!
Hoje eu tava pensando em você e nas estrelas que coloca no meu peito quando chega de mansinho. Descobri, numa dessas pesquisas sem grandes intenções, uma galáxia chamada "galáxia dos mil rubis" e ela é absurdamente linda. Universo é algo que me lembra muito você, sabia? É o mesmo misto de admiração, que me derrete de tanta beleza e complexidade, e o medo do infinito desconhecido que foge do meu controle.
Ela fez meus olhos brilharem mais que as outras, porque ela é conhecida por ser uma das galáxias que mais produzem supernovas -inclusive é isso que dá o brilho rubi pra ela- e supernovas são uma das minhas coisas preferidas no universo.
Talvez seja clichê falar, mas supernovas também me lembram você. Elas são explosões muito brilhantes que acontecem no final da evolução de uma estrela, e como você já deve estar imaginando, depois disso a estrela vai morrendo aos poucos. Mas a explosão é linda e hipnotizante igualzinha você, amor.
Como o mundo é maior que o que tem dentro dessas minhas quatro paredes de madeira, né? Às vezes eu me esqueço disso...
De uns tempos pra cá eu me deixei explorar melhor suas galáxias quando você vem e eu não sei se é meu corpo aberto pra nossa troca de energia, ou o quê, mas eu volto pra casa querendo viver mais. Você sabe que viver mais não era minha vontade ultimamente. E você nem teve que parar de vir, ou ficar de vez, ou vir de outra forma... Eu só tive que te olhar com paciência.
Ainda é difícil me segurar pra não arrumar a casa pensando na sua visita ou não aumentar o som a ponto de ter medo de não ouvir a batida na porta. Mas agora eu te aproveito quando vem e volto com o peito cheio de luz quando você explode e vai embora.
Talvez eu nunca aprenda completamente como lidar do jeito certo com você. E quem sabe nem exista um jeito certo. A verdade é que eu tô tentando comemorar as pequenas vitórias e a forma que eu te olho hoje, definitivamente, é uma delas. Abrir a porta e deixar nossas galáxias absorverem e cederem matéria e energia é o que me faz ser eu. E ser eu era tudo que eu queria ser.
Termino como comecei, citando Fresno:
"Você está aqui e eu sinto que eu posso estar em qualquer lugar. Eu sinto que eu sou o ar."
Obrigada por ser essa supernova que atravessa o ar e deixa um pouco do brilho aqui.
Com o peito cheio de estrelas,
Esther
Hoje eu tava pensando em você e nas estrelas que coloca no meu peito quando chega de mansinho. Descobri, numa dessas pesquisas sem grandes intenções, uma galáxia chamada "galáxia dos mil rubis" e ela é absurdamente linda. Universo é algo que me lembra muito você, sabia? É o mesmo misto de admiração, que me derrete de tanta beleza e complexidade, e o medo do infinito desconhecido que foge do meu controle.
Ela fez meus olhos brilharem mais que as outras, porque ela é conhecida por ser uma das galáxias que mais produzem supernovas -inclusive é isso que dá o brilho rubi pra ela- e supernovas são uma das minhas coisas preferidas no universo.
Talvez seja clichê falar, mas supernovas também me lembram você. Elas são explosões muito brilhantes que acontecem no final da evolução de uma estrela, e como você já deve estar imaginando, depois disso a estrela vai morrendo aos poucos. Mas a explosão é linda e hipnotizante igualzinha você, amor.
Como o mundo é maior que o que tem dentro dessas minhas quatro paredes de madeira, né? Às vezes eu me esqueço disso...
De uns tempos pra cá eu me deixei explorar melhor suas galáxias quando você vem e eu não sei se é meu corpo aberto pra nossa troca de energia, ou o quê, mas eu volto pra casa querendo viver mais. Você sabe que viver mais não era minha vontade ultimamente. E você nem teve que parar de vir, ou ficar de vez, ou vir de outra forma... Eu só tive que te olhar com paciência.
Ainda é difícil me segurar pra não arrumar a casa pensando na sua visita ou não aumentar o som a ponto de ter medo de não ouvir a batida na porta. Mas agora eu te aproveito quando vem e volto com o peito cheio de luz quando você explode e vai embora.
Talvez eu nunca aprenda completamente como lidar do jeito certo com você. E quem sabe nem exista um jeito certo. A verdade é que eu tô tentando comemorar as pequenas vitórias e a forma que eu te olho hoje, definitivamente, é uma delas. Abrir a porta e deixar nossas galáxias absorverem e cederem matéria e energia é o que me faz ser eu. E ser eu era tudo que eu queria ser.
Termino como comecei, citando Fresno:
"Você está aqui e eu sinto que eu posso estar em qualquer lugar. Eu sinto que eu sou o ar."
Obrigada por ser essa supernova que atravessa o ar e deixa um pouco do brilho aqui.
Com o peito cheio de estrelas,
Esther
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