Love is (not) enough
Disseram-me que tu bastavas, amor. Que eu era humana e tu me completarias por inteiro. Aprendi da pior maneira que tu não bastas, porque eu te tinha, amor... E mesmo assim tive que dizer adeus.
Será que sou menos humana?
Espero ansiosamente pelo dia em que a campainha da porta da frente não me estremeça as pernas. Tu me fizeste ver a vida tão incompleta que coloco flores no vaso e logo choro pois não sei para onde irá a beleza delas quando murcharem.
Amor, sinto uma vontade imensa de entender tudo e na ânsia, limpo a casa todos os dias -mesmo quando não acho nem um milímetro de pó sequer- para que ela fique bonita para receber-te. Aqui dentro está doendo e espero um dia saber o por quê.
Ah, por que tu transformas tudo em dor? Até em sua forma mais bonita, amor... Dói tanto. Justo comigo, que tenho essa mania de querer sentir tudo, te deixar ser o mundo em mim; essa urgência de gritar para todos que tu entrastes pela minha porta e que finalmente aqui vai ficar.
É que tu és tão grande, tão intenso, maravilhoso, infindável que nem se eu usasse as palavras mais floridas e aumentativos do dicionário, não conseguiria explicar como te sinto, amor.
Sabes, choro baixinho quando tu vais embora sem me dizer adeus e leva contigo todas as cartas e planos que eu tinha para nós. Ah, amor... Por que me deixaste duas vezes? Quando tu sais por aquela porta, parece que leva o sol e até o canto dos pássaros contigo.
Mas o mais triste, amor, são as manchas que tu deixastes dentro de mim. Juro para ti que tento limpá-las, mas elas insistem em continuar lá. E já faz tanto tempo que tu passastes por aqui pela primeira vez -mas me lembro como se fosse ontem-.
Acho que deixei foi a porta aberta por muito tempo, e tu entraste sem ao menos pedir licença... Achei que tu ficarias, mas percebi que a casa não estava organizada a teu gosto. Mas meu amor, passei tanto tempo organizando-a. E de nenhuma maneira tu decidiste ficar.
Eu estava tão cansada de organizar de tantas maneiras diferentes que quando ouvi a campainha tocar, achei que teria vindo para ficar pois ouviu meus clamatus baixinhos... Quem me dera, amor... Tu chegaste com toda a luz do sol que tinha roubado, todo o canto dos pássaros e o brilho das estrelas. Mas eu, de tanto olhá-las, perdi a luz da lua... E ah, com ela você se foi novamente amor. (por quê?) Parecias tão aconchegado nos meus braços...
Deixaste feridas aqui dentro, deixaste um pouco de ti -o pouco finado, não o pouco intenso-e eu não me sinto mais humana, tu não bastas.
Ouço a campainha o tempo todo ultimamente, mas não atendo a porta, não para ti, amor. Ando muito ocupada tentando curar as feridas que tu deixaste aqui.
Será que sou menos humana?
Espero ansiosamente pelo dia em que a campainha da porta da frente não me estremeça as pernas. Tu me fizeste ver a vida tão incompleta que coloco flores no vaso e logo choro pois não sei para onde irá a beleza delas quando murcharem.
Amor, sinto uma vontade imensa de entender tudo e na ânsia, limpo a casa todos os dias -mesmo quando não acho nem um milímetro de pó sequer- para que ela fique bonita para receber-te. Aqui dentro está doendo e espero um dia saber o por quê.
Ah, por que tu transformas tudo em dor? Até em sua forma mais bonita, amor... Dói tanto. Justo comigo, que tenho essa mania de querer sentir tudo, te deixar ser o mundo em mim; essa urgência de gritar para todos que tu entrastes pela minha porta e que finalmente aqui vai ficar.
É que tu és tão grande, tão intenso, maravilhoso, infindável que nem se eu usasse as palavras mais floridas e aumentativos do dicionário, não conseguiria explicar como te sinto, amor.
Sabes, choro baixinho quando tu vais embora sem me dizer adeus e leva contigo todas as cartas e planos que eu tinha para nós. Ah, amor... Por que me deixaste duas vezes? Quando tu sais por aquela porta, parece que leva o sol e até o canto dos pássaros contigo.
Mas o mais triste, amor, são as manchas que tu deixastes dentro de mim. Juro para ti que tento limpá-las, mas elas insistem em continuar lá. E já faz tanto tempo que tu passastes por aqui pela primeira vez -mas me lembro como se fosse ontem-.
Acho que deixei foi a porta aberta por muito tempo, e tu entraste sem ao menos pedir licença... Achei que tu ficarias, mas percebi que a casa não estava organizada a teu gosto. Mas meu amor, passei tanto tempo organizando-a. E de nenhuma maneira tu decidiste ficar.
Eu estava tão cansada de organizar de tantas maneiras diferentes que quando ouvi a campainha tocar, achei que teria vindo para ficar pois ouviu meus clamatus baixinhos... Quem me dera, amor... Tu chegaste com toda a luz do sol que tinha roubado, todo o canto dos pássaros e o brilho das estrelas. Mas eu, de tanto olhá-las, perdi a luz da lua... E ah, com ela você se foi novamente amor. (por quê?) Parecias tão aconchegado nos meus braços...
Deixaste feridas aqui dentro, deixaste um pouco de ti -o pouco finado, não o pouco intenso-e eu não me sinto mais humana, tu não bastas.
Ouço a campainha o tempo todo ultimamente, mas não atendo a porta, não para ti, amor. Ando muito ocupada tentando curar as feridas que tu deixaste aqui.
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